Herdade Grande. O nome desta propriedade onde a nossa família chegou há precisamente 100 anos, transformou-se numa das mais antigas marcas de vinho do Baixo Alentejo. Os primeiros rótulos criados pelo meu pai, o agrónomo e experimentalista António Lança, a partir de 1997, viriam a inscrever um nome que se tornaria reconhecido, colheita após colheita, pelos vinhos distintos, pela expressão de ousadia e de terroir. Agora, neste outono, a marca Herdade Grande renova precisamente as suas referências, com novas colheitas que chegam ao mercado: Herdade Grande Clássico Branco 2019 e Herdade Grande Clássico Tinto 2017.

A visão e entusiasmo do meu pai mantém-se e inspira-nos. Nos anos 80, lançou a aposta na viticultura e na reconversão da vinha, foi pioneiro na introdução de novas castas (veja-se o extraordinário resultado alcançado com o Sousão conhecido no início deste ano) e conferiu ao terroir único da Herdade Grande (um semiplanalto com diferentes exposições, marcado por solos de xisto nem por isso comuns na sub-região da Vidigueira) um carácter ainda mais próprio e diferenciador. Aqui nascem os vinhos com a identidade Herdade Grande, como este novo Branco 2019, que integra um lote de Viosinho e Verdelho, conjugadas com as locais Roupeiro e Antão Vaz. Já o novo Tinto 2017, é um lote de carácter alentejano, com Alicante Bouschet, Aragonez, Trincadeira e Touriga Nacional.

A especificidade do terroir de xisto na Herdade Grande, aliado à decisão humana, permite-nos este privilégio de, entre castas mais e menos ousadas, propor sempre uma interpretação muito particular da Vidigueira. É essa a identidade da marca Herdade Grande. Para além das novas colheitas que agora lançamos, a curto prazo teremos mais novidades, em linha com o que fizemos neste início de 2020, com o improvável Sousão e novos Amphora. Em pleno centenário, este é um momento muito feliz de inspiração, tendo por base, sempre, o trabalho, a visão e os ensinamentos do meu pai.

 

Sobre as novas colheitas Herdade Grande, em particular, fica o enquadramento do nosso enólogo, Diogo Lopes.

Herdade Grande Clássico Branco 2019: “Lote de Viosinho, Roupeiro, Verdelho e Antão Vaz. Fundimos novas interpretações do terroir Herdade Grande, com o carácter local do Roupeiro e do Antão Vaz. É um vinho que vai ao encontro da essência local, de produção de brancos especialmente elegantes e frescos, com uma mineralidade própria dos solos de xisto que dominam a herdade”.

Herdade Grande Clássico Tinto 2017: “Lote de carácter alentejano, em que o Alicante Bouschet, o Aragonez e a Trincadeira são temperados com a fruta da Touriga Nacional. Aqui vamos ao encontro de um perfil mais clássico, que evidencia a fruta e uma equilibrada estrutura de taninos. O estágio parcial em barrica reforça-lhe precisamente esse lado clássico, de puro alentejano”.

 

Obrigada!